terça-feira, 18 de maio de 2010

Feira apresenta novidades em tecnologia para portadores de deficiência

Test-drive de carros adaptados e de cadeiras de roda motorizadas, próteses, artigos de informática, quadras adaptadas, animais treinados, palestras, grupos de dança e diversos outros serviços e produtos. Foi o que encontrou quem passou pela 9ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a Reatech 2010.


Uma das novidades apresentadas foi um novo modelo de máquina de escrever em braille, da Perkins Brailler, a “Next Generation”, que custa cerca de R$ 3.000. A expositora da marca, Laura Martz, comentou sobre as qualidades da nova opção. “A antiga é barulhenta, pesada. A nova é mais suave, leve, e apaga os erros, se você digitar errado. Isso além de uma aparência mais fashion”, descreveu.


A terapia com animais também teve espaço na Reatech 2010. O Gati (Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada), que participa da feira desde a primeira edição, levou cachorros, gatos, jabutis, coelhos e pôneis para divertir quem passasse por lá. A coordenadora e psicopedagoga do grupo, Eliana Santos, explicou os benefícios deste tipo de tratamento.



“A pet terapia traz ganhos motores e psicológicos. A grande vantagem é que ela atende a uma gama gigante de patologias e necessidades. Você pode usar para quadros motores, para autistas, para pessoas com déficit de atenção, etc. Além disso, o vinculo com o animal é extremamente benéfico, pois amplia a motivação e reduz o estresse”, explicou Eliana.

A Universidade Metodista marcou presença na Reatech 2010. A instituição apresentou o Projeto Vida, que trabalha para a inclusão e melhora na qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiência através de atividades de cunho esportivo e artístico.

Mas a sensação do estande foi um circuito em que as pessoas podiam sentar em uma cadeira de rodas e ter uma pequena ideia da realidade do deficiente físico. O professor de fisioterapia Domingo Belasco Jr, 44, ressaltou o valor deste tipo de ação. “Todos nós devemos ser responsáveis. Alguns de nós vamos ser, por exemplo, donos de comércio, então não vamos colocar mesa na calçada quando lembrar da dificuldade que é andar na cadeira. A ideia é conscientizar, formar cidadãos”, pontuou.

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