quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ateímo não é moda, pense por si próprio

Atualmente, é fácil observar que as pessoas estão, cada dia mais, descrentes em Deus. Mas durante algum tempo atrás, assumir essa “descrença” parecia ser pecado, havia o medo de não ser aceito entre seus amigos e familiares. Hoje, vê-se que o ateísmo está, consideravelmente, mais exposto; à medida que se cresce, se aprende e se percebe o mundo, torna-se mais fácil duvidar e contestar o monte de ilusões e leis religiosas que nos imputaram na cabeça. É nessa vontade de mudar e evoluir que nasce o ateísmo saudável, queremos ter a liberdade de vivenciar o real sem medo das punições divinas, queremos ter o direito de acreditar apenas naquilo que nos é confiável.

Tenho observado, em meio a tudo isso, algumas pessoas que se dizem Ateus e levantam a bandeira com tanta veemência que chega a parecer falso. Sim, o falso ateu, pseudo racional ou como queiram classificá-los. É lógico que ter um falso ateu por perto é melhor que um religioso. Mas o que eu quero dizer é que Ateísmo não é revolta, não é exaltação, não é seita e, muito menos, motivo de ódio e de guerra. Portanto, não use nossa forma de pensar como uma arma para a sua rebeldia sem causa.


É comum vermos jovens ateus que saem pregando “Morte aos cristãos” sem nem saber realmente o que é ser cristão. O termo “Ateu” está sendo usado por pessoas que querem demonstrar ser o “fodão racional” entre os coleguinhas de classe, ou bancar o “cult”. Há quem pense que se autonomeando ateu tornara-se-á mais inteligente e evoluído diante dos outros.

Infelizmente, é assim que o ateísmo vem sendo tratado e, talvez, por esse motivo o termo ateísmo tenha ganhado um sentido perjorativo. Algumas pessoas não acreditam em Deus, mas não querem ser chamadas de Ateu. Eu, por exemplo, não gosto de ter a minha descrença confundida com essa revolta anti-cristã que alguns andam pregando por aí. (Eu não me importo com a sua desgraça racional). Porque sei que ser ateu é uma decisão que não se toma da noite pro dia. Ateísmo não é moda, portanto não a trate como tal.

Ateus “xiitas” e sem fundamentos tornam-se tão desprezíveis quanto os fanáticos religiosos. Não iremos obter nada verdadeiro através de imposição, querer “catequisar ateus” é se igualar às igrejas, perdendo assim o sentido de ser. A única coisa que temos a oferecer é a liberdade de pensamento: pensar, pensar, pensar. A partir daí, cada um toma a decisão que lhe for mais agradável. Quer acreditar em Deus? Acredite. Mas não encha meu saco com limitações religiosas. Quer ser ateu? Seja. Mas deixe quem não o é ser feliz do jeito que quiser, mesmo que seja ilusoriamente.

Intolerância e ateísmo não combinam, intolerância e ateísmo se anulam. Ser ateu é ter discernimento suficiente pra saber que razão e agressividade não combinam, portanto, quem age com radicalismo se torna tão ou mais imbecil que qualquer pastorzinho de quinta.

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